O Super Nintendo foi o console de 16 bits com o maior número de RPGs lançados e no meio das dezenas deles que chegaram às prateleiras das lojas e locadoras, é natural que alguns, até mesmo legais, tenham passado quase batido. Esse foi o caso de "Dragon View", um RPG de 1994 conhecido como "Super Drakkhen" no Japão, por ser uma sequência (bem frouxa e com poucas ligações, por sinal) do burocrático "Drakkhen" de 1991. "Dragon View" é um RPG que misturou clichês com aspectos bem singulares e, imerecidamente, não é muito lembrado hoje em dia nem mesmo pelos gamers veteranos.
História e Roteiro




O enredo de "Dragon View" mistura dois dos motivos mais batidos da época: salvar a mulher amada e evitar que o mundo seja tomado pelas trevas. Nada realmente muito original, mas serve aos propósitos do que o jogo pretende ser.
O herói do jogo (o qual você pode escolher o nome ou aceitar o nome pré-definido Alex) aparentemente está no melhor momento de sua vida. Sua amada Katarina, em um beloe romântico momento, aceita o pingente que o jovem guerreiro lhe oferece. A alegria de Alex é tanta que não deixa de sorrir nem durante o exercício de executar 10000 golpes de espada passado por seu instrutor de esgrima, Damme.
Mas obviamente alegria de guerreiro jovem dura pouco em RPG... uma esbaforida e preocupada Katarina interrompe o treino e pede para que Alex procure por seu velho tutor, meste Quros, que havia ido cedo ao arsenal e não retornara ainda. Alex parte até o arsenal e a aventura tem início... logo as coisas se complicam, com Katarina sendo sequestrada por um mago maléfico, Argos, o qual também pretende abrir uma porta entre o mundo dos homens e o mundo dos demônios. Ou seja, basicamente um feiticeiro maligno padrão, com direito a discursos arrogantes para debochar do herói e risadas maléficas.
Alex (ou seja lá o nome que você colocar nele) agora deve botar o pé na estrada e salvar o dia.  Tudo muito típico de um RPG dos anos 90, sendo a grande diferença é que os textos de "Dragon View" lembram mais os de um livro (em especial dos livros- jogos da série "Aventuras Fantásticas") do que o padrão dos games de RPG da época, sendo bem mais descritivo.
Um dos momentos em que o jogo é mais datado é quando ao confrontar Argos pela primeira vez, no momento em que o feiticeiro está sequestrando Katarina, Alex o desafia perguntando se a coragem de Argos se resumia a atacar pessoas indefesas, incapazes de se defender (no caso específico, Katarina). Muitas das jogadoras de hoje provavelmente trincarão os dentes ao ver esse trecho, e com razão, mas lembrem-se... é um jogo de 25 anos atrás... a "donzela em perigo" era um dos motes mais comuns dos jogos de videogame naqueles tempos.
(Review completo em http://oldschooldigger.blogspot.com/2019/01/dragon-view.html )