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descriptionCastlevania Judgment (Wii)

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Castlevania Judgment, lançado pela Konami para Wii em 2008 é um game de luta com chars clássicos dessa série clássica. Separei meu comentário para o game em vários quesitos. Vamos lá!

Câmera:



A coisa mais complicada desse game, com certeza, é sua câmera. Simplesmente atrapalha DEMAIS a jogabilidade. O cara que bolou a câmera aqui deveria estar procurando emprego até hoje. Várias vezes a ela fica em posições incômodas que não dá pra ver o que você ou que seu adversário está fazendo, como ficar focado nas costas do seu oponente e você sem poder ter um ângulo bom pra ver o que golpes que ele está executando. Enfim, uma bola fora gigantesca. Se não fosse isso, o game renderia bem mais, já que os outros quesitos dele não são ruins.

Gráficos:



Graficamente, o game está bem, obrigado. Considerando que foi um dos primeiros pra Wii até que está tudo bem trabalhado. Cenários estão com um desenho legal e foram bem escolhidos, com calabouços, pontes, navios, torres, o salão principal do castelo do Drácula, e afins, usuais da série. E muitos tem armadilhas, que podem te atrapalhar ou ajudar. O calabouço, por exemplo, tem lanças que saem de parte do chão, a torre tem janelas que podem ser quebradas para dar um “ring out” no oponente, e etc. E os itens típicos da série (cruz, lança, poções) também podem ser usados, já todo cenário tem elementos quebráveis onde se pode achar eles ou os corações que enchem sua energia para usá-los.

Falando do design dos personagens, o desenho deles em si, não está ruim, o problema são as roupas mesmo. Um vestuário japonês sado-masoquista tomando conta dos personagens. Mas no fim, depois de tanto jogar já me acostumei e isso até que dá pra relevar, não está tão pior que qualquer outro game com visu japonês que está no mercado por aí. Hoje, não considero agora que seja um ponto tão negativo assim. Fazendo um aparte sobre isso: O pior visual do Simon Belmont (meu char favorito da série) é, com certeza, no Castlevania Chronicles do PS1. Ali ele parece uma mulher, sem tirar nem por, já aqui, ele pelo menos tá mais parecido com um homem…

Jogabilidade:



A jogabilidade é 3D e até boa, mas se você colocar na cabeça que não está jogando um jogo de luta propriamente, mas um hack’n slash. Ou seja, os comando de golpes pra todos personagens é o mesmo. Se você aprendeu a jogar com um personagem, pode jogar com outro sem problema em ter que ficar decorando os novos golpes. Os golpes são diferentes, mas os comandos são iguais. E é tudo muito similar a um game hack’n slash (até essa câmera ruim do jogo veio dos hack’n slash também, diga-se). Isso até que foi bom. Pelo menos é um diferencial (mas se você quer um jogo de luta convencional, passe longe). E a melhor coisa são os hyper attacks. Uma coisa típica de games de luta onde se enche uma barra no decorrer da luta e quando tiver completa pode se aplicar um golpe super forte. E esses hyper attacks tem um quê de Fatalities do Mortal Kombat, já que temos animações onde o personagem realmente maltrata e bem seu oponente (eles tiram muita energia, mas não “matam” seu oponente, apersar da animação indicar isso).

Todos hyper attacks do game:




Personagens/Trilha Sonora :



O que o game tem de melhor, com certeza, é seu elenco que é invejável e aborda praticamente todos games clássicos da série. Temos: , sem falar da Morte e, claro, o Conde Drácula, que aparecem em praticamente todos os games. Castlevania de todas as eras (8, 16, 32, 64 bits e portátil) estão bem representados. Além desses, tem o Aeon, personagem vital do modo story, que também é jogável, fazendo o game ter um personagem novo próprio. Ah! E a trilha sonora está top demais, com cada personagem tendo sua música própria, oriunda de algum game da série (morri aqui ouvindo novas versões de músicas que ouvia no nintendinho).

O que o game tem de melhor, com certeza, é seu elenco que é invejável e aborda praticamente todos games clássicos da série. Temos: SSimon Belmont do Castlevania 1, 2 e 4, Trevor Belmont, Syphia Belnades e Grant Danasty do Castlevania 3, Alucard do Castlevania 3 e Simphony of the Night, Maria Renard e Golem do Rondo of Blood, Shanoa do Order of Ecclesia, Cornell do Legacy of Darkness, Carmilla do Castlevania 2, Eric Lecarde do Bloodlines e Portrai of Run, sem falar da Morte e, claro, o Conde Drácula, que aparecem em praticamente todos os games. Castlevania de todas as eras (8, 16, 32, 64 bits e portátil) estão bem representados. Além desses, tem o Aeon, personagem vital do modo story, que também é jogável, fazendo o game ter um personagem novo próprio.

E sobre a trilha sonora está top demais! Com cada personagem tendo sua música própria, oriunda de algum game da série. Morri aqui ouvindo novas versões de músicas que ouvia no nintendinho. Dá uma ouvida aqui:




Modos de jogo:



O game conta com vários modos de jogo: Story, Arcade, Versus, Survival (pra saber quantos inimigos em sequência você consegue enfrentar), Castle e Training (pra aprender comando e golpes gerais do jogo). O game tem um modo online também, mas não está funcionando, já que o modo online do Wii foi abandonado. Todos modos já são habituais de jogos de luta, já a um tempo. Comentando o Story e Castle que foram os que mais joguei:

Modo Story:

Uma das coisas que muito podem questionar é como colocar, por exemplo, Simon Belmont lutando com Trevor Belmont se eles são de épocas diferentes. O game deu uma solução ótima pra isso nesse modo Story. O personagem Aeon controla o tempo, aí seu personagem ao encontrá-lo, ele te revela que você pode realizar seu maior desejo, mas tem que passar por vários desafios. Ao aceitar, aí você vai passando por diversas época enfrentando personagens clássicos da série. Essa foi uma ótima saída pra história do game. Assim, ele reuni vários chars clássicos mesmo eles sendo de várias épocas.

No modo Story, você começa podendo escolher dois personagens: Simon Belmont e Alucard. Depois que termina o game com um, já desbloqueia outro personagem. E a história de cada um deles, óbvio, é bem diferente, já que cada um tem seus próprios desejos do que quer realizar. Simon, por exemplo, que ser o Belmont mais legendário de todos os tempos, por isso o último personagem que enfrenta é Trevor Belmont. Alucard quer (sempre) derrotar Drácula, então o chefão final de sua “ladder” é esse perigoso vilão. E assim vai com todos personagens. nenhum deles tem uma linha de inimigos semelhante. Depois de desbloquear todos personagens, você tem, que fechar de novo com qualquer personagem pra destravar o Aeon, mas nessa última vez, você enfrenta ele no final e logo depois o perigoso Time Reapper (que é a entidade que dá poder de tempo pra Aeon).

Modo Castle:

Esse modo lembra a Torre dos Desafios do último Mortal Kombat (o de 2011). Você vai seguindo um mapa do castelo e em cada porta, enfrenta um desafio distinto, desde o habitual de derrotar um inimigo específico, a simplesmente quebrar objetos do cenário. Ao passar pelos desafios nesse modo, pode ir se habilitando acessórios que podem ser usados nos personagens. Já habilitei óculos de sol (?), chapéu de pirata (?), chifres (?) e umas fadinhas que ficam no ombro do personagem (?). Mesmo que sejam itens que quebram o ar sombrio/sério do série/jogo, mas é opcional mesmo. No fim, não deixa de ser algo interessante acrescentar itens no visual do seu lutador.

Comentário Final:



Estou com uma tremenda habilidade em perdoar games de luta dito “ruins”. Talvez esse Castlevania Judgement caia nesse quesito. Acabei jogando muito e de graça, e assim não o acho ruim apesar de problemas graves. Acaba tendo uma características boas que acabam se sobrepondo.

Fazendo um placar aqui:

Excelente – Elenco e trilha sonora.
Bom – Gráficos e modos de jogo.
Ruim – Roupa dos personagens.
Péssimo – Câmera.

Considero que a câmera péssima vai afastar muita gente pro jogo, mas eu já encaro numa boa. No geral, curti bem, mas só não recomendaria pra ninguém (a não ser que a pessoa seja muito fã da série). De qualquer forma, queria que a Konami se aliasse com alguma empresa boa no ramo (Capcom, SNK, NetherRealm, Arc System) pra fazer um remake decente (um em 2D, por favor) desse Castlevania Judgment, mantendo seus pontos fortes (elenco, trilha, golpes especiais, modo story) e jogando fora o que não deu certo (Câmera e roupa sado-mazo japonesas). Obrigado.

Nota - 3/4



Última edição por Jail em Qua 15 Abr 2015, 13:50, editado 1 vez(es)

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Um char interessante que agora fui ver que eu já destravei, foi a Maria no Rondo of Blood. O Ritcher salva ela no estágio 2, aí quando for começar o jogo, pode escolher jogar com ela.

Ela é mais fraca que o Ritcher Belmont, mas seus golpes são mais fortes. Ela controla animais, e o ataque principal é com uma coruja.

Maria Versão Rondo of Blood:






Maria Versão Judgment:





*Ela é jogável também o Symphony of the Night do Saturn e no Castlevania Dracula X Chronicles (que é um remake do Rondo of Blood) no PSP.


Outro char interessante é o Eric Lecarde. Aparece adulto no Bloodlines do Mega, e aqui já aparece na versão criança (junto com Maria são as duas crianças do cast do jogo). Ele usa uma lança que é do clan do Alucard.

Eric Lecarde versão Bloodlines





Eric Lecarde versão Judgment:





Eric aparce também no Portrait of Run, mas não é um char jogavel.

**Curto muito esse Bloodlines do Mega. Até ia comprar ele no ML, mas o preço dele aumentou muito. Talvez tenha que pegar um alternativo, com o preço um pouco menor.

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Wii: O console que tem um Castlevania de luta e um Soul Calibur adventure. :tudobem:

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@yon escreveu:
Wii: O console que tem um Castlevania de luta e um Soul Calibur adventure. :tudobem:


True. :tudobem:


Mas nem achei ruim a ideia, já que Castlevania tem char bons prum jogo de luta e Soul Calibur tem história pra um game de aventura ou RPG, o problema foi a execução mesmo.

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Enfim, pelo menos lançaram o Adventure Rebirth, que é um ótimo Castlevania nos moldes dos clássicos..

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No Wii, vou jogar mais o Rondo of Blood. Esse Adventure Rebirth vai demorar um pouco. Tô com outros Castlevanias pra fechar na fila.

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Comprei em 2013, mas não joguei até hoje....

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O meu também é antigo. 2010, 2011, por aí. Só agora que fui jogar. Rindo

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Comentando mais 2 personagens: Carmilla e Golem. Como a Morte e Drácula, são bosses em outros games e não personagens controláveis.

Primeira aparição da Carmilla foi no Castlevania 2 do Nes. Ela é uma chefe, mas no jogo ela aparece só como uma máscara voadora, e no manual é que consta o nome "Camilla" e que seria uma vampira.




Como a primeira aparição dela foi aqui, a música tema dela no Judgment foi a ótima Bloody Tears, música inicial do Castlevania 2.

Já na Rondo of Blood, ela já toma certa forma já que aparece em pessoa, mas inicialmente em cima de uma crânio voando, e depois assumindo sua forma humana.




Ela aparece também no Dracula X do SNes e no Lords of Shadows 1 e 2 do PS360. No Harmony of Dissonance tem uma referência quando a máscara dela do Castlevania 2 aparece numa parede.



Já Golem tem diversas formas em vários jogos, mas normalmente ele é uma estátua de pedra. Aqui ele é meio que o Frankestein do elenco. Pela história, a Carmilla o criou e ele a procura para ela o tornar ele um ser humano.




No manual do Judgment cita o Castlevania 2 como primeira apareição dele, mas não achei nada na net. A primeira aparição que achei foi essa no Castlevania IV:




Curioso é que Golem é o único char no modo Story que não desbloqueia ninguém. Talvez pelo fato dele ser lento e todos os outros chars serem bem ágeis, a Konami talvez deduziu que seria difícil fechar com ele no modo Story. Mas, incrivelmente, eu fechei com ele nas duas vezes, a primeira com um chefe adversãrio dele (Carmilla), e depois quando já tava o Aeon e o Time Reapper como chefes (e usar ele no Time Reaperr é bem complicado).

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