A pequena nave senciente Opa Opa ficou (medianamente) famoso por estrelar a série de jogos "Fantasy Zone", mas também esteve a frente de um jogo bem menos cotado, o pouco conhecido "Galactic Protector".
Lançado em 1988 pela Sega para o Master System, "Galactic Protector" seria o que hoje é chamado de "jogo casual". É um shooter onde Opa Opa deve proteger um planeta dos ataques de variados corpos celestes ameaçadores. Opa Opa não pode andar livremente pela tela, ficando restrito a rodar em torno do planeta protegido (como se estivesse em sua órbita), atirando contra qualquer ameaça iminente.
Três são os planetas defendidos por Opa Opa: Terra, Saturno e Júpiter. Opa Opa protege um planeta por round, e como o jogo conta com 25 rounds, você acabará defendendo o mesmo planeta várias e várias vezes.

História e Roteiro


Como explicado acima, você contra a nave viva Opa Opa em sua luta para defe
nder os indefesos planetas dos destroços e tranqueiras que vem em direção a eles. Esse fiapo de objetivo serve de fio condutor para o o jogo, que é mais calcado na ação do que em qualquer tentativa de se construir uma história mais consistente.

Gráficos, Música e Efeitos Sonoros

Os gráficos não são ruins. São muito simples, mas não são ruins. Levando em con
sideração que "Galactic Protector" é um jogo bem casual, gráficos realmente trabalhados seriam um tanto desnecessários.
Opa Opa é bem reconhecível, assim como é possível diferenciar os três planetas entre sí e os diferentes tipos de corpos espaciais vagantes.
O cenário de fundo é apenas uma tela preta, com pontos brancos representando estrelas distantes- uma típica representação do espaço sideral.
A grande tirada dos gráficos são as feições dos planetas. Feições? Sim! Feições! Cada planeta é animado e possui olhos e bocas bem expressivos! As caras e bocas que eles fazem são bem cartunescas e são o grande chamativo do jogo nesse campo.


Tudo relativo a sons nesse jogo é bem simples e nem um pouco marcante, aind
a mais se comparado com as trilhas sonoras legais da série "Fantasy Zone".

Controles e Jogabilidade

Levando em consideração que o Master System era um console de 8 bits e suas limitações de hardware, o jogo até que tem uma jogabilidade razoável, embora a velocidade de Opa Opa deixe um tanto a desejar. No começo demora-se um pouco a se pegar o jeito, mas com uns pares de jogadas isso se resolve. Com os direcionais esquerda e direita você roda ao redor do planeta a ser protegido e atira com o botão 1. Apenas isso.
Cada planeta possui dez barras de energia e é destruído quando a última barra de energia é consumida. Opa Opa recebe três upgrades no decorrer do jogo: ao passar para a segunda fase, o poder de fogo aumenta, podendo disparar mais tiros por segundo; ao passar para a terceira fase, Opa Opa poderá disparar três tiros de uma vez só e o terceiro upgrade parece que aumenta um pouco a velocidade da pequena nave alada. Ao perder uma vida, todos os upgrades são perdidos e devem ser recuperados da mesma forma, um por vez, fase por fase.
Existe a possibilidade de se jogar em dupla, sendo que o player 2 assume o papel de Upa Upa, outra nave senciente e irmão de Opa Opa.

Dificuldade

O jogo não é fácil. Embora não seja difícil dominar os controles, não significa que o jogo fique sem maiores dificuldades. E a cada fase o número de corpos celestes indo em sua direção ao mesmo tempo e por lados diferentes aumenta bastante.

Comentário Final

"Galactic Protector" não é um jogo de todo ruim. É aquele tipo de quebra- galho que se joga quando se está sem tempo ou sem paciência para jogos mais hardcore, ou entre uma partida e outra de jogos mais complexos. Não espere muito desse jogo, pois ele não tem muito a oferecer. Se for jogado sem maior compromisso e sem maiores pretensões, "Galactic Protector" cumpre a função básica de distrair e divertir, mesmo que não por muito tempo. Recomendado para fãs de jogos casuais, jogadores oldschool inveterados e admiradores da série "Fantasy Zone", mesmo que a guisa de curiosidade.

NOTA: 5,0